O babaçu no quintal da escola: (re)encantando a ciência na educação física
DOI:
https://doi.org/10.67587/rcpr.2026.57Palavras-chave:
Educação física escolar, saberes territoriais, babaçu, justiça cognitiva, educação antirracistaResumo
O presente artigo analisa a inserção de saberes territoriais e jogos de matriz africana no currículo de Educação Física, tomando como objeto central o pião de babaçu. A problemática reside na invisibilização de tecnologias ancestrais maranhenses em prol de uma matriz curricular eurocêntrica que silencia os conhecimentos locais. A metodologia caracteriza-se como uma pesquisa-ação de abordagem qualitativa, realizada com estudantes da 1ª série do Ensino Médio em uma escola pública de São José de Ribamar, Maranhão. A intervenção consistiu no diálogo sobre a palmeira do babaçu presente no quintal da escola e na confecção de piões artesanais com o auxílio de familiares. Os resultados indicam que a prática promoveu o "reencantamento" da ciência escolar, permitindo aos alunos reconhecerem o território como produtor de conhecimento tecnológico e histórico. Conclui-se que a valorização de epistemologias locais é fundamental para a efetivação da justiça cognitiva e de uma educação antirracista que dialogue com a identidade e a realidade dos estudantes.
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Referências
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