Travessia para a emancipação de negros e indígenas: educação antirracista não é para educar racistas

Autores

  • Alberico Francisco do Nascimento Instituto Federal do Maranhão - IFMA

DOI:

https://doi.org/10.67587/rcpr.2026.53

Palavras-chave:

Educação Antirracista, Letramento Racial, Capitalismo, Branquitude

Resumo

O presente artigo discute a educação antirracista no cenário contemporâneo, partindo do seguinte questionamento: qual o papel da educação antirracista na luta antirracista? O objetivo foi analisar o papel, configurando os limites e as possibilidades, da educação antirracista na desconstrução do racismo e no desenvolvimento do letramento racial de sujeitos negros e indígenas. Parte-se do pressuposto de que a educação antirracista é uma travessia para a emancipação do povo negro e dos povos indígenas, forjada na luta antirracista e anticlassista. A metodologia utilizada caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa de cunho exploratório-descritivo, fundamentada em revisão bibliográfica e documental apoiada nas Leis 10.639/03 e 11.645/08. Os resultados indicam que, o racismo é intrínseco ao modo de produção capitalista e que as pessoas não-negras e não indígenas, racistas ou não, já tem uma educação racial fundamentada no paradigma hegemônico da branquitude - “educação brancocêntrica” - e que a educação antirracista é uma ferramenta para empoderamento do povo negro e dos povos indígenas em primeira instância, com papel revolucionário rumo à travessia das bases econômicas e políticas da lógica capitalista que sustenta o racismo.

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Publicado

2026-08-10