Un camino hacia la emancipación de las personas negras e indígenas: la educación antirracista no tiene como objetivo educar a los racistas
DOI:
https://doi.org/10.67587/rcpr.2026.53Palabras clave:
Educación antirracista, Alfabetización racial, Capitalismo, BlancuraResumen
Este artículo aborda la educación antirracista en el contexto contemporáneo, partiendo de la siguiente pregunta: ¿cuál es el papel de la educación antirracista en la lucha antirracista? El objetivo fue analizar el papel, configurando sus límites y posibilidades, de la educación antirracista en la deconstrucción del racismo y en el desarrollo de la alfabetización racial entre los pueblos negros e indígenas. Se basa en la premisa de que la educación antirracista es un camino hacia la emancipación de los pueblos negros e indígenas, forjado en la lucha antirracista y anticlasista. La metodología empleada se caracteriza por ser una investigación cualitativa exploratoria-descriptiva, basada en la revisión bibliográfica y documental, amparada por las Leyes 10.639/03 y 11.645/08. Los resultados indican que el racismo es intrínseco al modo de producción capitalista y que las personas no negras ni indígenas, sean racistas o no, ya poseen una educación racial basada en el paradigma hegemónico de la blancura —la «educación eurocéntrica»—, y que la educación antirracista es una herramienta para empoderar, en primer lugar, a las personas negras e indígenas, desempeñando un papel revolucionario en la superación de los fundamentos económicos y políticos de la lógica capitalista que perpetúa el racismo.
Descargas
Citas
ALMEIDA, S. Racismo estrutural. São Paulo: Pólen, 2019.
BELL, Derrick. Faces at the bottom of the well: the permanence of racism. New York: Basic Books, 1992.
BRASIL. Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. Brasília, DF: Presidência da República, [2008]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm. Acesso em: 10 mar. 2026.
Brasil. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira", e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2003. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm. Acesso em: 10 mar. 2026.
BONILLA-SILVA, E. What Makes Systemic Racism Systemic? Sociological Inquiry, [s. l.], v. 91, n. 3, p. 513-533, 2021.
FANON, Frantz. Os condenados da terra. Tradução de José Laurênio de Melo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968.
FARIAS, Flávio. O Estado capitalista contemporâneo: para a crítica das visões regulacionistas. São Paulo: Cortez, 2000.
FEIFEL, Bianca. Educação antirracista: 20 anos da implementação da lei 10.639 nas escolas do DF. 2023. Disponível em:
https://www.brasildefato.com.br/2023/05/17/educacao-antirracista-20-anos-da-implementacao-da-lei-10-639-nas-escolas-do-df/. Acesso em: 31.01.2026.
GOMES, Nilma Lino. O Movimento Negro Educador: saberes construídos nas lutas por emancipação. Petrópolis: Vozes, 2017.
GOMES, Nilma Lino. Alguns termos e conceitos presentes no debate sobre relações raciais no Brasil: uma breve discussão. In: Educação antirracista: caminhos abertos pela Lei Federal nº 10.639/03. Brasília: Ministério da Educação, 2005, p. 236.
MINAYO, Maria Cecília de Souza (org.). Pesquisa Social: teoria, método e criatividade. 18. ed. Petrópolis: Vozes, 2001.
MUNDURUKU, Daniel. Banzeiro à beira-rio: cartas de resistência indígena, sobre rios e incertezas. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017.
NASCIMENTO, Abdias. O quilombismo: documentos de uma militância pan-africanista. 3. ed. rev. São Paulo: Perspectiva, 2019.
SANTOS, Diana Viturino.Seminário de estudos culturais, identidades e relações interétnicas: EDUCAÇÃO ANTI-RACISTA: CAMINHO PARA A FORMAÇÃO IDENTITÁRIA DE ESTUDANTES NEGROS. Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão,2009.
SCHUCMAN, L. V. Sim, nós somos racistas: estudo psicossocial da branquitude paulistana. Psicologia & Sociedade, Belo Horizonte, v. 26, n.1, p.83-94, 2014.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil: 1870-1930. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.
TWINE, France Winddance. A white side of black Britain: interracial intimacy and racial literacy. Ethnic and Racial Studies, v. 27, n. 6, p. 878–907, 2004.
VIEIRA, Bárbara. Letramento racial: da emergência de uma formulação. Revista Espaço Acadêmico, v. 21, p. 53-64, 2022. Disponível em: https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/60366. Acesso em: 15 mar. 2026.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Alberico Francisco do Nascimento

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.


