Síndrome de Burnout na prática docente e no cotidiano escolar: revisão narrativa
DOI:
https://doi.org/10.67587/rcpr.2026.51Palavras-chave:
Síndrome de Burnout, Prática docente, Cotidiano escolar, Saúde mental docenteResumo
O cotidiano escolar caracteriza-se por múltiplas interações, exigências pedagógicas e desafios institucionais que incidem diretamente sobre a prática docente. Nas últimas décadas, as transformações sociais, políticas e educacionais têm intensificado o trabalho dos professores, ampliando suas responsabilidades e contribuindo para o desgaste físico e emocional. Nesse contexto, a Síndrome de Burnout tem se configurado como um fenômeno recorrente no ambiente escolar, especialmente em profissões marcadas pelo contato interpessoal contínuo. Este artigo tem como objetivo analisar os fundamentos teóricos da Síndrome de Burnout no cotidiano escolar, discutindo seus impactos na prática docente diante dos desafios contemporâneos da educação. Trata-se de um estudo de natureza teórica, desenvolvido por meio de uma revisão bibliográfica narrativa de produções científicas nacionais e internacionais que abordam o burnout, o trabalho docente, a saúde mental e o cotidiano escolar. Foram analisados livros, artigos científicos e revisões sistemáticas, priorizando autores que compreendem o burnout como um fenômeno relacional, institucional e estrutural. Os resultados evidenciam que o burnout docente está fortemente associado à intensificação do trabalho, à sobrecarga de funções, à pressão por resultados e à fragilização do apoio institucional, gerando implicações significativamente negativas para a prática pedagógica e para o bem-estar profissional. Conclui-se que o enfrentamento do burnout requer ações institucionais e coletivas voltadas à valorização docente e à promoção da saúde mental no contexto escolar.
Palavras-chave: Síndrome de Burnout; Prática docente; Cotidiano escolar; Saúde mental docente.
Downloads
Referências
CARLOTTO, Mary Sandra. A síndrome de Burnout e o trabalho docente. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 7, n. 1, p. 21–29, 2002.
Disponível em: https://www.scielo.br/j/pe/a/hfg8JKJTYFpgCNgqLHS3ppm/. Acesso em: março/2026
DALCIN, Larissa; CARLOTTO, Mary Sandra. Síndrome de Burnout em professores no Brasil: considerações para uma agenda de pesquisa. Psicologia em Revista, Belo Horizonte, v. 23, n. 2, p. 745–770, 2017.
Disponível em: https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-11682017000200013. Acesso em: março/2026
GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia científica. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2017.
MASLACH, Christina. Comprendiendo el burnout. Ciencia & Trabalho, Santiago, v. 11, n. 32, p. 37–43, 2009.
Disponível em: https://www.vitoria-gasteiz.org/http/wb021/contenidosEstaticos/adjuntos/es/16/40/51640.pdf. Acesso em: março/2026
MASLACH, Christina; JACKSON, Susan E. The measurement of experienced burnout. Journal of Occupational Behavior, Chichester, v. 2, n. 2, p. 99–113, 1981.
Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/job.4030020205. Acesso em: março/2026
MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 14. ed. São Paulo: Hucitec, 2014.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Nathália Cristina Santos da Silva, Mariceli Leal dos Santos, Luiz Maria de Souza Aguiar

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.


